
Pra ser sincero não botava muita fé nessa viagem. Dizem que quando se viaja pra Paris, tudo o mais se torna normal e tão simples que é como se jogássemos dinheiro fora. Poucas cidades se comparariam à capital francesa, e isso foi me deixando inerte com essa viagem.
A única coisa que conhecia de Madri era o quadro mais famoso de Picasso, Guernica. Sempre soube das touradas e conhecia aquela dança com castanholas chamada Flamenco. Mas pontos turísticos eram vagos em minha cabeça. Paris é muito superior a Madri em termos de belezas arquitetônicas na minha opinião, mas uma coisa essa cidade bate a famosa cidade da luz: o seu povo!
O povo espanhol é algo fora de série. Preconceito com estrangeiro, cara fechada, risco por ser brasileiro, não senti em nenhum momento. Ficamos assustados com o que vemos na TV sobre ataques terroristas que ocorreram no metro de Madri em 2004 e mataram 202 pessoas, o mesmo metro que peguei tantas vezes nesse fim de semana, ou os demais ataques provocados pelo grupo ETA como aquele que destruiu parte do aeroporto de Madri, o mesmo que utilizei. Ou também fazemos um mal julgamento quando vemos que os espanhóis barram a entrada de brasileros em seus aeroportos e os obrigam a voltar para o Brasil, como vimos nos últimos anos. Mas nada disso eu percebi. Conheci um povo alegre e brincalhão, que adora uma festa e gosta de conversar e receber bem seus turistas.
Digo que o maior ponto turístico de Madri é o seu povo! Algo que Paris jamais conseguirá bater! Algo que eu nunca mais conseguirei esquecer! Foi uma viagem rápida, mas muito intensa!






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