sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Torre de Babel!


Finalmente pisei em território Português. Estava com uma ansiedade tremenda, doido para que chegasse logo este momento. Meus primeiros dias aqui foram muito legais. É um mundo novo, com cultura, comida e até mesmo lingua diferente. É, apesar de sermos todos lusófonos, é dificil nos compreendermos na rua. Sem contar a série de dificuldades com os significados das palavras: Aqui metrô se chama metro, autocarro é ônibus, taxa é propina, celular é telemóvel, sem contar que eles naum compreendem o notebook, tem que falar computador. Pra ajudar, na universidade em que estou tem alunos de dezenas de países diferentes. Trombei com franceses, italianos, africanos de diversos lugares... Pra conseguirmos nos comunicar uns com os outros apelamos para o inglês meia boca que temos e a mímica!!ahuahuaha
O país é muito lindo, com belezas que jamais havia visto na vida. E o "ar europeu" que encontro em alguns lugares faz com que nos sintamos em um filme de Hollywood. No balanço geral que faço agora vejo que a "ficha"ainda não caiu. Às vezes me sinto como se estivesse bem próximo do Brasil, a ponto de pegar um ônibus e chegar em poucas horas. Mas estou gostando daqui.
Já começo a fazer meus planos de viagem pela europa, e aceito sugestões por aqui! Aos poucos quero comentar cada sensação que sinto nos diversos lugares que encontro. Algumas fotos eu acabei colocando no orkut, quem quiser vêlas acessem no meu perfil!
Não sei quando nos veremos novamente, mas espero que logo!
até lá!

sábado, 19 de setembro de 2009

Saudade da minha Terra!


Hoje é o meu último dia nesta cidade que amo tanto. Último dia em que eu dormi naquela cama macia, último dia em que eu comi a comida gostosa de minha mãe, último dia em que eu deitei no sofá da sala e fiquei assistindo TV sem me preocupar com "que horas são?". Último dia em que eu acordei meio dia com a comida pronta, último dia em que eu recebi ligações dos meus amigos perguntando se eu estou afim de sair, último dia em que namorei até altas horas. É, e hoje também é o último dia de ver a família. A partir de agora ficarei uma temporada que pode durar entre 6 meses e 1 ano sem rever as pessoas que mais amo nessa vida. O coração fica apertado, é verdade, os olhos ficam vermelhos, mas sei que isso tudo será um crescimento para mim. Essa é a grande oportunidade que estou tendo para me tornar uma pessoa e um profissional melhor, e como é sonho, estou agarrando com unhas e dentes. Hoje é o meu dia depressivo, de ficar pra baixo, mas sei que isso irá passar. É pisar naquele avião e tudo isso irá acabar. E a felicidade voltará a existir. Saudade fica, mas só tem saudade quem ama alguma coisa, e amar é o que eu mais sei fazer aqui!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estou contando as horas para descer em território português. Cada segundo que passa, novas sensações eu vou esperimentando. Um frio na espinha me assola nesse momento, e a tristeza de me afastar desse meu mundo se mistura com a alegria em conhecer novas culturas. Tá tudo virando uma sopa de sensações aqui, e até agora o gosto dela é bom!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Once upon a time....

Sejam todos bem-vindos neste nosso novo recinto de idéias e sensações. Este é o meu mais novo portal para apresentar através do mundo virtual todas as minhas maravilhosas esperiências deste novo acontecimento que se aproxima em minha vida! É, empolguei!
Tive a idéia de criar esse blog mais como um desabafo. Enquanto escrevo essas palavras, nem procuro pensar quais serão as impressões de você caro leitor, isso na verdade nem me interessa. Estou simplesmente passando ao papel cada momento e sentimento que surgirá em minha vida nesses próximos seis meses em que estarei no velho continente. Mas antes de vomitar tudo isso que habita em mim acho interessante me apresentar.
Meu nome é Danilo César Pavão Zapparolli, sou estudante de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal de Ouro Preto. Nasci e sempre vivi em uma pequena cidade do interior de São Paulo chamada Bariri, no Brasil. Cidade melancólica, onde quase nada acontece, mas tão especial para mim. Lá estão os meus maiores tesouros: pessoas que guardo em meu coração e que me acompanham onde quer que eu esteja.
Gosto de me descrever como um sonhador. Para mim sinônimo de felicidade é poder sonhar e realizar cada sonho. Destes, alguns já foram eliminados, por sucesso ou fracasso. Mas por mais difícil que seja, por mais absurdo que pareça, procuro garantir um final feliz nesse capítulo que iniciei na minha vida.
Um destas batalhas dificeis que travei foi com o vestibular. Soube que seria engenheiro quando desisti da publicidade e da medicina. Vi que não tinha talento para vender nem para o sangue. Este era o meu terceiro item da lista "Que eu serei quando eu crescer" escrita na pré escola, quando fui abordado pela ideia em um dever de casa.
A minha vida tomava um rumo, mas o leque era imenso. Gostava de desenhar, era fascinado por tecnologia, ia bem nas exatas da vida. Mas o que mais me incentivou foi gostar de robôs! Escolhi a medicina das engenharias. Poder desenvolver uma máquina capaz de realizar determinada tarefa era uma ideia tentadora para meu futuro. E estava decidido!
Descobri que nem de robótica vivia o engenheiro de controle e automação, isso era somente uma pequena parte da profissão, mas nem por isso desisti da ideia. E fui cada vez mais me apaixonando pela área. Prestei inúmeros vestibulares, passei em dois e optei pela UFOP. Escolhi essa universidade de olho em já poder realizar meu segundo sonho: ser aluno de mobilidade internacional e estudar em uma instituição de respeito em outro país.
No início minha vontade era estudar na França. Logo que entrei na universidade comecei a mexer os pauzinhos para, pouco à pouco, ir construindo esse sonho. Entrei em um curso de francês, intensifiquei meu inglês em outra escola e procurei preparar minha vida acadêmica para estar nos requisitos da mobilidade. Quando senti que estava preparado dei entrada no pedido. Tentei escolher universidades de destaque francesas, que ministravam disciplinas de meu curso, e elegi minhas preferidas. Porém sabia que sem uma grande ajuda de custos seria impossível realizar esse sonho. Corri atrás de uma instituição presente em minha universidade chamada Fundação Gorceix. Esta é uma empresa de gabarito na região de ouro preto, fundada por ex-alunos da universidade, que presta serviços para grandes empresas como Petrobrás e Vale. Porém, por ser uma instituição do tipo filantrópica, todo o lucro gerado por ela deve ser aplicado no auxílio de instituições e pessoas que necessitam. Ela ajuda estudantes de engenharia da Escola de Minas de Ouro Preto que não são capaz de se sustentar na cidade, além de fornecer diversos tipos de bolsas para melhorar a permanencia dos estudantes de Ouro Preto. Dentre estas bolsas está a de Auxílio à Mobilidade Acadêmica.
Fui até a fundação saber se era possível uma ajuda de custos caso eu quisesse fazer parte de meu curso na França. Lá soube que a bolsa era somente destinada para estudantes que desejavam ir estudar em Portugal e que seria impossível consegui-la indo para outro país. Nesse momento quase vi meu sonho ruir.
Vendo que seria muito difícil conseguir outros meios de me sustentar na França, resolvi mudar o meu destino. Portugal nunca foi meu país europeu preferido, nem passava em minha cabeça estudar em uma de suas instituições. Mas vendo a seriedade de uma das universidades, e a possibilidade real de ingressar nela, resolvi aceitar as imposições a mim oferecidas e me candidatei a mobilidade internacional na Universidade do Porto.
Quanta burocracia, meu Deus. Nem sei em quantos cartórios tive que passar, quantas idas à Belo Horizonte realizei, nem quantos xerox e impressões foram feitas. De 3 à 4 meses nessa correria, pedindo cartas de recomendação aos professores, correndo atrás da papelada, e tentando fazer meus pais se conformarem com a idéia. Ao final eu consegui ser aceito pela instituição, mas minha ida ainda não era garantida pois não tinha meios de me sustentar no país. Quando dei entrada na fundação, estava colocando todas as minhas esperanças naqueles poucos papeis que entregava. Obti a informação de que em poucos dias teria a resposta para a viagem e isso era ótimo já que o início do ano letivo se daria 1 mês depois daquela data. 1 semana se passou, 2, e nada.
Estava totalmente ansioso e nervoso. Tiques nervosos surgiam em minha face e faziam com que eu passasse vergonha com meus amigos e até mesmo desconhecidos. Não estava mais aguentando tanto suspense, e estava conformado que ficaria feliz tanto com um "sim" ou mesmo com um "não", só não poderia continuar daquele jeito. Quase 3 semanas depois recebi uma ligação confirmando que estava entre os selecionados para receber as bolsas liberadas por eles. Quanta alegria!
Os últimos detalhes foram sendo realizados para viajar com conforto e segurança, e cá estou eu, neste presente que para você, caro leitor, já é passado. Na próxima segunda feira meu avião parte pra além mar, onde ficarei em uma temporada de estudos e viagens. Levo comigo todas essas espectativas que acumulei durante esse período de correria. Mas levo também desde já o que mais será dificil de aguentar: saudade, muita saudade.